Cacique aceita Jesus durante missão com ribeirinhos no Amazonas
- Quarta-Feira, 03 Junho 2026
- 0 Comentário(s)

O cacique da tribo Ticuna aceitou Jesus durante a celebração de encerramento de uma missão evangelística realizada na região amazônica pela missão On Fire, que percorreu comunidades ribeirinhas do Amazonas entre os dias 29 de abril e 3 de maio.Segundo a pastora Meire Dantas, integrante da equipe missionária, o momento aconteceu no último dia da programação na tribo indígena, onde o barco missionário permaneceu atracado durante a principal etapa da ação.“Na tribo foram realizados trabalhos com homens, mulheres e crianças. Na grande festa de encerramento, muitas pessoas foram à frente e aceitaram Jesus, entre eles o cacique da tribo”, relatou.A missionária destacou que a decisão do líder indígena marcou a equipe e simbolizou o impacto espiritual da ação realizada na comunidade. Trabalho evangelísticoA missão On Fire atua há 10 anos. Durante os primeiros seis anos, o trabalho foi realizado na região urbana de Manaus, principalmente com crianças em situação de vulnerabilidade.Há quatro anos, porém, a missão passou a atuar também entre comunidades ribeirinhas e indígenas após, segundo os organizadores, uma direção de Deus para alcançar locais isolados da Amazônia.O barco missionário saiu do porto de Manaus no dia 29 de abril e levou quase um dia para chegar à primeira comunidade visitada, o ribeirinho Flamenguinho. Depois, a equipe seguiu para a tribo Ticuna, onde foi realizado o principal trabalho evangelístico.Além da tribo indígena, outras comunidades ribeirinhas também receberam equipes missionárias. Segundo a Pra. Meire, os grupos foram divididos para atuar simultaneamente em diferentes localidades da região.ExpectativaA missionária destacou que os ribeirinhos costumam aguardar com expectativa a chegada das equipes. “Quando o barco atracou, as crianças já estavam nos esperando na margem”, contou sobre a chegada à tribo Ticuna.Segundo ela, embora algumas comunidades sejam mais tímidas devido a experiências anteriores de abandono por parte de outros projetos, a receptividade costuma ser positiva.“Eles são bem receptivos. O diferencial é que nosso trabalho tem retorno, discipulado e acompanhamento”, afirmou.A missão realiza visitas antecipadas antes da chegada do barco principal. A pastora Elisandra, líder da ação missionária, utiliza embarcações menores para conversar com lideranças locais, solicitar autorização e organizar toda a logística da ação evangelística.“Não é simplesmente chegar com o barco. Existe todo um cuidado, principalmente nas áreas indígenas”, explicou a Pra. Meire.Segundo ela, em algumas situações o acesso às aldeias exige autorização prévia e até intermediação de representantes para contato com os caciques.Acolhimento e ministraçõesDurante a missão, crianças receberam alimentação, brinquedos, produtos de higiene e participaram de atividades recreativas e ministrações.Além do evangelismo, a missão também realiza acompanhamento contínuo nas comunidades visitadas.A Pra. Meire afirmou acreditar que a tribo Ticuna deverá continuar recebendo atenção especial da missão nos próximos anos.“Eu senti que Deus vai fazer algo especial naquele lugar”, declarou.Segundo ela, a missão já desenvolve um acompanhamento semelhante no ribeirinho Flamenguinho, onde ações anteriores ajudaram na construção de um poço de água, além de melhorias em estruturas locais como escola e base de saúde.A expectativa da equipe missionária é retornar à tribo Ticuna para fortalecer os vínculos criados com a comunidade, ampliar o discipulado e continuar os trabalhos evangelísticos na região amazônica.


